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A Mulher e o Ventre é uma viagem ao oriente.
Através da sua diversidade folclórica e com pinceladas de textos poéticos, a evolução da dança oriental e sua influência no ocidente são mostradas.
Danças que simbolizam ritos sagrados e sentimentos humanos, com seus diferentes ritmos e trajes, proporcionam a sensação de se estar viajando. |
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FICHA TÉCNICA
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| DIREÇÃO E COREOGRAFIA: CINTIA MURARO E FÁTIMA FONTES |
| TEXTO: ROSANE BONAPARTE |
| DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: CLAUDIA MININI E CINTIA MURARO |
| REALIZAÇÃO: SEMICÍRCULO STUDIO DE DANÇA |
| ILUMINAÇÃO: ANRY AIDER |
| OPERAÇÃO DE LUZ: ANRY AIDER |
| SONOPLASTIA: CÉLIO SAVI |
| OPERAÇÃO DE SOM: AYRES DE CONTO |
| CENOGRAFIA: PRODUÇÃO GRÁFICA: HORUS INFORMÁTICA |
ELENCO:
CINTIA MURARO / FÁTIMA FONTES / CLAUDIA MININI (SACERDOTISA)
ALINE DO VALLE / MALUSA / SEMICÍRCULO STUDIO DE DANÇA |
| Este espetáculo aconteceu dias 18 de junho de 2002, no Guairinha, em Curitiba-PR. |
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ROTEIRO
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CENA 01 - IMIGRANTES
"Dançar é uma forma de celebração
É acreditar numa ilusão
Dança da dor
Da fertilidade
Do trabalho
Do amor
Dos deuses
Das forças da natureza
Das mudanças de estação
Sentimentos à flor da pele
Nos templos, mulheres sagradas, com seus 7 véus, através de sua dança ritual,
simbolizam sentimentos humanos, celebrando a vida
Que os bons espíritos nos protejam das forças maléficas e que os astros nos iluminem." |
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CENA 02 - DANÇA DOS 7 VÉUS
"É a terra que nós dançaremos, mãe universal com profundas raízes
Avó venerável que nutre no seu ventre tudo o que existe
És tu quem dá vida aos mortais
Como és tu quem lhes tira a vida
Bem aventurado a quem tu honras com a tua benevolência
Para esse, a vida é certeza de boa colheita
Nos campos seus rebanhos prosperam
E sua casa enche-se de riquezas
Dançam as filhas de Harthor, deusa egípicia da dança com seus enormes chifres que sustentam o disco solar
Dançam os filhos de Osíres, deus dos mortos,
Salvo pelo amor de Ísis, a esposa-írmã do amor
Dançam as filhas de Dionísio, deus do êxtase, do vinho e das bacanais
Dançam os filhos de Apolo, deus das artes e da consciência
Suas musas os rodeiam, magistrais
A mãe lua nos banha e nos fecunda com seu ventre". |
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CENA 03 - DANÇA DA ESPADA
"O homem
Em toda sua potência
Virilidade
Coragem
Trás seu ritmo já desde o ventre materno
Filhos do ventre
Que ostentam suas espadas ancestrais
Que atravessam desertos escaldantes
Filhos de terras orientais
Filhos do ventre que trazem em seus pés
A batida do pulsar da mãe
Mãe terra". |
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CENA 04 - DANÇA DOS CASAIS |
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CENA 05 - DANÇA DO BASTÃO (Mulheres)
"O homem
Em toda sua potência
Virilidade
Coragem
Trás seu ritmo já desde o ventre materno
Filhos do ventre
Que ostentam suas espadas ancestrais
Que atravessam desertos escaldantes
Filhos de terras orientais
Filhos do ventre que trazem em seus pés
A batida do pulsar da mãe
Mãe terra". |
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CENA 06 - DANÇA BALADI
Egito
Que em suas entranhas
Trás aldeias
Terra fértil
Pura
Meninos e meninas
Homens e mulheres do campo
Povo Baladi!
O orgulho de pisar a terra (coloca o tapete no chão)
De ser um com ela
Suas mulheres são tão puras como as sementes fechadas
Tão castas como a luz da lua nas plantações
Que o som as desperte!
Para que nasça o grão
O caule
A folha
O fruto...
Que o som as embale!
Com calma e muita precisão
Vibração do corpo,
Paz e candura,
Celebração!"
Performance especial: Fátima Fontes |
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CENA 07 - DANÇA SNUJ PANDEIRO
"As sacerdotisas do Egito
Criam o som sagrado
Só elas conhecem o ritmo
O poder dos seus efeitos
Purificando num transe alegre
Batendo em seus snujs e pandeiros
Na Turquia e Palestina
As belas jovens como por magia
Celebram num ritmo encantador
Todo o corpo participa
Ombros, quadris, pés
Sinuosamente e com vigor". |
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CENA 08 - DANÇA KHALLEGE
"Bela Arábia!
Com suas mulheres em frenesi
Túnicas bordadas
Que dançam ao ritmo aiubi
No grande círculo ao entardecer
Contam estórias do dia-a-dia
Reiventem a dança de roda
Passos curtos, arrastados, cabelos
Sinuosa magia
Vê-las, entorpece
Vem do Golfo
Vem do Golfo
Essa dança Khallege". |
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CENA 09 - DANÇA DO JARRO
"Acordem
Mulheres do deserto
Acordem
Filhas da luz
Que a vossa bondade mate a sede do povo da Arábia!
Nasceu uma criança
Muita água para purificá-la
O povoado dorme
As filhas da água
Embalam o precioso líquido
De manhã bem cedo". |
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CENA 10 - DANÇA FLAMENCA
"E a dança faz uma grande viagem do Oriente para o Ocidente
Mais precisamente pela Europa
Estamos num lugar muito especial
Andaluzia!
Desde o século 7 a cultura Árabe floresceu na Espanha
Ocupada pelos Bérberes, povo livre que trouxe a música de Bagda e acolheu Ziriab
Músico persa que influenciou toda a Espanha
A dança andaluz
Originalmente praticada por escravas, bem educadas no canto e na dança, com movimentos delicados e preciosos da mãos
Torna-se a dança da corte
Hoje as mulheres com seus lenços bordados
Unem o Oriente ao Ocidente". |
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CENA 11 - DANÇA DO VÉU DUPLO
"Vem da Ásia
Em texturas finas e delicadas
Aquele que oculta, seduz
Esconde,
Nos ilude...
Mistério sagrado
O véu!...
Só pode ser retirado por ela
Que sabe domar o vento,
Transformar instinto em amor
Que dança sua pureza e liberdade.
Vem do Irã, da Pérsia,
A doce e bela Mocha
Ensinar à Europa que o véu é prisão
Europa ensina à sua filha Amon
Que o véu é ilusão
Mocha e Amon
Descobrem juntas
Que cada uma com seu véu
Seria como o dia e a noite,
A vida e a morte,
A dor e o prazer,
A menina e a mulher,
Inspiração". |
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CENA 12 - AGRADECIMENTOS |
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